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Setor Petrolífero Angolano: novos players

04/10/2022

Setor Petrolífero Angolano: novos players

Angola prossegue a sua estratégia de atração de novas empresas para o seu sector petrolífero, utilizando as oportunidades de licitação de novos blocos em áreas não-exploradas para alcançar esse objetivo. No passado mês de Agosto 7 novas companhias (que não tinham presença na exploração e produção (E&P) de petróleo em Angola) celebraram contratos para a exploração de blocos terrestres (onshore) nas bacias dos rios Congo e Kwanza. O novo grupo de investidores é um misto de companhias independentes internacionais e companhias Angolanas, sendo que 3 assumirão a função de operador. A Agência Nacional de Petróleo e Gás de Angola (ANPG) assinou contratos com as novas companhias MTI Energy, Mineral One, Alfort Petroleum, Intank Oil, Brite’s Oil & Gas, Monka Oil, Omega Risk Solutions e Upite Oil Company, juntamente com outras empresas já presentes em Angola. O número de empresas com presença em E&P ultrapassa neste momento as 30.

A produção petrolífera de Angola situa-se presentemente na fasquia de 1.1 milhões de barris por dia, o que lhe permite disputar ombro a ombro com a Nigéria a posição de maior produtor da África subsariana. A expectativa do governo Angolano é que o desenvolvimento dos novos blocos possa contribuir para elevar a sua quota de produção.

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Privatização no setor elétrico em Cabo Verde

15/09/2022

Privatização no setor elétrico em Cabo Verde

Através da Resolução n.º 87/2017, de 3 de Agosto, o Governo de Cabo Verde definiu uma agenda ambiciosa de privatizações, concessões e parcerias público-privadas, na qual incluiu o setor elétrico.

Neste contexto, o processo de privatização da empresa pública ELECTRA, S.A., foi aprovado pelo Decreto-Lei n.º 52/2021, de 21 de Julho, através da modalidade de cisão e consequente alienação social de duas empresas, de produção e de distribuição de eletricidade, a um parceiro estratégico, a trabalhadores, emigrantes e pequenos acionistas. As duas sociedades a privatizar (Empresa de Produção de Eletricidade de Cabo Verde – EPEC S.A; e Empresa de Distribuição de Eletricidade de Cabo Verde – EDEC S.A.,) irão assumir a responsabilidade das unidades de negócio relativas às atividades de produção de energia elétrica por via térmica e de distribuição de eletricidade, respetivamente.

Através do Decreto-Lei n.º 34/2022, de 27 de julho, foram definidos os termos e procedimentos que antecedem e conduzem à cisão da ELECTRA, S.A., que será feita nos termos da lei comercial. Pelo que, a privatização configura-se como uma oportunidade de negócio para empresas nacionais e/ou internacionais com know how no setor para se candidatarem ao papel de operador estratégico. 

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Portugal na dianteira a dar o exemplo na CPLP

12/09/2022

Portugal na dianteira a dar o exemplo na CPLP

A Lei n.º 18/2022, publicada no passado dia 25 de agosto, vem operacionalizar o acordo sobre a mobilidade entre os Estados-Membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) celebrado no ano passado. Os cidadãos destes países que venham para Portugal ficam a partir de agora dispensados de apresentar seguro de viagem válido e comprovativo da existência de meios de subsistência para obterem visto.

Acresce que estes cidadãos terão garantido o deferimento liminar dos pedidos de visto CPLP, a dispensa de apresentação presencial para requerimento de visto e ainda a prorrogativa da concessão de visto de residência CPLP que confere ao seu titular o direito de requerer a autorização de residência CPLP.

O decreto regulamentar da referida lei foi aprovado na quinta-feira passada, dia 1 de setembro, em Conselho de Ministros, sendo que as alterações em causa “promovem a mobilidade e a liberdade de circulação no espaço da CPLP” conforme se pode ler no comunicado da Presidência do Conselho de Ministros.

Esta lei pode ter sido motivada por razões “oportunistas” do Estado Português para responder à necessidade de atrair mão-de-obra com vista à revitalização da economia. No entanto, não deixa de ser um passo importante no sentido da facilitação da circulação de pessoas na CPLP, o que vai de encontro às reivindicações de vários sectores da sociedade civil e empresarial.

 

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